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23 outubro 2019

A minha experiência com o parto

 Estive durante quatro meses a ponderar se escreveria este post ou não. Pensei muito porque enquanto estive grávida nunca quis saber de relatos de outras gravidezes e fugia a sete pés de histórias de drama e tragédia. Mas como aquilo que tenho para partilhar com vocês é tão bom e tão tranquilo acho que faço bem em partilhar.

 Em primeiro lugar quero dizer que já deveria ter publicado o post onde falo da hipertensão e da gravidez. Está começado mas não está terminado. Achei por bem começar por falar de coisas boas e o meu parto e do Pedro foi uma coisa maravilhosa! Mas já lá chegaremos, vamos por partes.

 Antes de mais quero só fazer um breve resumo da minha gravidez: foi uma gravidez tranquila mas de alto risco. Era considerada como tal mas sempre me senti bem e não tive sintomas chatos (enjoos, pernas cansadas, etc). Por ser uma grávida com hipertensão crónica (Desde os 19 anos) fui muito vigiada! A partir do meio do segundo trimestre era vigiada quase semanalmente. Era avaliada a possibilidade de vir a desenvolver pré-eclâmpsia e o bebé era avaliado também. Fiz mais ecografias que uma grávida "normal" pois a situação assim o pedia. Devo ainda dizer que fui muito bem seguida pelo Dr. Joaquim Carvalho e não trocaria de médico por nada desde mundo. Sempre demonstrou interesse e preocupação e tudo fez para que tudo estivesse controlado. Para mim e para o André, um profissional 5 estrelas.

 Mas antes do parto falemos da preparação. Foi-me dito para não fazer porque seria dinheiro deitado à rua e etc e tal. Preferi seguir as opiniões positivas que me diziam que tinha tido uma influência bastante positiva na hora do bebé nascer. E foi a MELHOR decisão que tomei. E porque recomendo a toda a gente que faça a preparação para o parto?

- Em primeiro lugar porque os medos que temos na gravidez e parto são esclarecidos e apaziguados.
- O contacto com outras grávidas é super bom e trocamos experiências e dúvidas.
- Aprendemos os cuidados com o bebé e esclarecemos muitas dúvidas relativas à amamentação.
- A maior parte das aulas são práticas onde a respiração é treinada. Faz toda a diferença porque enquanto estamos concentradas no tipo de respiração não estamos a pensar na dor.
- Visitamos a maternidade, ficamos a conhecer o processo para parto normal e para cesariana e ainda ficamos familiarizadas com termos técnicos. Se soubermos o que a equipa fala entre si é muito mais fácil de controlar a ansiedade.

 Se tivesse um segundo filho creio que voltaria a fazer porque a parte prática é mesmo super importante e foi isso que tornou o meu parto tão fácil! Fiz com a melhor enfermeira, a Ju! Outro aspecto super positivo: já conhecemos alguém da maternidade e se entrarmos em trabalho de parto contactamos a Ju e ela fala com as colegas caso não esteja de serviço. Uma profissional de ouro mesmo!


 Mas vamos para a parte que interessa: o parto. E antes de vos relatar a minha experiência quero deixar claro uma coisa: esta foi a minha experiência e houve diversos factores que contribuíram para que assim fosse. Sei que o mesmo não se passa com outras mulheres que ficam traumatizadas. Já me foi dito, inclusive, que o parto que tive não é normal e que é uma excepção. Uma pessoa que adorou ter sofrido com toda a certeza e que acha que a dor é a escala para se medir a valentia de uma mulher.
Não precisei de sofrer para ser valente. Comecei por ser valente ao decidir engravidar sabendo dos riscos inerentes. Fui valente durante 38 semanas e 3 dias de gestação por conseguir ter uma gravidez tranquila. Valentia não é gritar e ter dor. E por isso, desejo de coração a todas as grávidas que tenham uma experiência tão positiva quanto a minha.


 Na segunda-feira dia 24/06/2019 fui ter com o Dr. Joaquim Carvalho ao hospital de Évora para as análises semanais e CTG. Tudo ok com o CTG e com as análises mas a tensão estava nos 140/90.
 O Dr. disse que ia fazer uma medicação e que depois ia para casa. Estive a fazer medicação e a ser vigiada constantemente. Mas a maldita teimava em não baixar. Disseram-me que tinha que ficar e o meu medo foi ficar internada até às 39 semanas ou quando ele decidisse nascer. Aí o correr de lágrimas foi inevitável. Porque a tensão não baixava e porque não ia ver mais a minha família até o Pedro nascer. Não era assim que eu tinha imaginado a situação.

 Mudei para um quarto com apenas duas camas onde era feita a dilatação e tiveram o cuidado de me deixar sozinha nesse quarto durante a noite para que pudesse relaxar e tentar baixar a tensão. Tinha 1 dedo de dilatação na segunda-feira à noite...nada do outro Mundo. O André ficou comigo até à meia noite e depois teve que ir embora. Nessa noite ouvi os partos todos que decorreram na sala de partos ali ao lado. No entanto não me fez confusão, consegui descansar.

Na terça-feira, às 08h30 fizeram indução com um gel intra-vaginal. Passei a manhã, já com o meu André ao lado, relativamente calma. Essa primeira tentativa de indução apenas trouxe dores leves como se a menstruação fosse aparecer. Ainda passeei pelos corredores durante a manhã.

 Às 14h30 fizeram indução com 1/4 de comprimido na bochecha. Foi esse 1/4 que mudou o rumo das coisas. O André começou a analisar o gráfico do CTG e viu que as contrações eram mais fortes. Tive dores, claro que tive, mas era suportáveis. E eu suporto muito a dor, esse foi um factor determinante.
 Respirava fundo, como a Ju ensinou na preparação, e pedia ao André para me abanar com um leque.
 Ele estava sempre de olhos postos no ecrã e sabia quando ter o leque em posição de ataque.
 Passado pouco tempo de tomar o comprimido senti as águas rebentarem. Chamei uma enfermeira que eu conhecia, a querida Nídia.

"Nídia, senti qualquer coisa a sair!"

 Após observação saiu ainda mais liquido amniótico e foi-me dito que já não poderia levantar-me da cama. Essa parte deixou-me um pouco preocupada porque eu sabia que tinha que fazer a função número dois antes de ter o bebé. Mas nesses momentos perdemos a compostura toda minha gente. Fazemos cocó e chichi mesmo ali, vem um médico e põe a mão, vem outra e também observa. Somos do povo!

 Depois das águas rebentarem, por volta das 15h30, as dores aumentaram consideravelmente de intensidade. Nunca gritei ou esperneei. Isso não iria amenizar a dor, só iria irritar quem estava ao meu lado. Focar na respiração e ter fé em Deus.

 Uma das enfermeiras que assistiu ao meu parto perguntou-me:

 "Você tolera muito a dor não tolera?"

 Porque eu nunca queria chamá-las. Achava que aguentava mais e o André sofria por mim e chamava-as. Talvez se não fosse ele a chamar na altura certa e não teria tido hipótese de levar epidural. Devo-lhe essa! Eu achava que aguentava mais e já estava no limite para poder levar epidural. Bring it on, queria tudo a que tivesse direito.

 A Ju despediu-se de mim e disse que só devias nascer pela madrugada pois a dilatação ainda estava a andar pouco.

 Quando levei a epidural aconteceu-me uma coisa que não é comum acontecer mas que tinhamos falado na preparação: fiquei anestesiada apenas do lado direito. Do lado esquerdo sentia tudo.
Disse ao André que não fazia mal, era preferível sentir metade do que sentir tudo! (Burra!)

 Levei uma segunda dose de anestesia e aí sim, deixei de sentir dor. Cantava para dentro a canção "Aleluia!". Por volta das 18h10 comecei a sentir uma pressão lá em baixo e comentei com o André. Ele chamou a enfermeira pois estava mais nervoso que eu. Pediram que saísse para me observarem.

 Ouvi dizerem "Vai nascer, tragam a cadeira de rodas!". E eu pensei "WTF, já?".

 Quando o André viu trazerem a cadeira de rodas enquanto esperava no corredor pensava que era para a rapariga que estava ao meu lado e estava mais avançada que eu na dilatação.
 A enfermeira perguntou se eu sabia o que fazer no período de expulsão e eu disse que sim, a Ju tinha ensinado bem.

 Let´s go! Bora lá conhecer o pequeno Pedro.

 Fui para a sala de partos (já a conhecia por ter visitado a maternidade). Não era o meu médico que ia fazer o parto mas eu tava tranquila porque toda a equipa era fantástica.
 Inicialmente era para ser uma enfermeira parteira a fazer o parto mas entrou a Doutora Lília, uma médica super querida, e disse que queria ser ela a fazer. Mais tarde soube que outro médico também queria e ninguém o avisou. :P

 Deitei-me na marquesa, o André ao meu lado, uma enfermeira de cada lado e a doutora de braço esticado à espera do Pedro. Esperámos que tivesse uma contração mas eu não sentia nada, nem as contrações. Havia um silêncio absoluto naquela sala de partos. E de repente o André pergunta "Está tudo bem?". Estava, só estávamos à espera de uma contração para iniciar o período de expulsão.
 Tive que levar um pequeno corte mas não senti nada, nem dor nem o corte em si.

 Como não vinha nenhuma contração eu fiz força a pedido das enfermeiras. Repeti 3 vezes e senti o Pedro nascer. Quando o vejo nos braços da Doutora nem queria acreditar naquele ser tão perfeito que eu tinha carregado durante 38 semanas e agora estava ali a miar suavemente. Colocaram logo o bebé no meu peito e estava perfeito para um bebé que nasceu de parto normal. Foi o nosso primeiro momento a 3. Não conseguíamos dizer nada, só contemplar tamanha perfeição.

 Um parto rápido que terminou às 18h34 com o nascimento do nosso anjo. Um parto Zen, como a doutora lhe chamou, sem um único grito. Ficou prometido que se tiver mais filhos é a Doutora que quer fazer todos os partos. Um dos momentos que mais recordo foi o André ter cortado o cordão umbilical. E ali nascemos os três, num amor profundo e nunca antes vivido.

 Foi perfeito e tranquilo. Agradeci muito a Deus por me dar esta oportunidade de saber o que é ser mãe. De ter o coração fora do peito e ser feliz com os meus homens.

 O meu marido é a pessoa mais discreta do Mundo e não tinha dito a ninguém que eu já estava em trabalho de parto, para não preocupar ninguém. Então ligou à família toda a dizer "Já nasceu!" e foi a surpresa geral! Por um lado foi melhor assim.

 Nasceu mais cedo que o previsto mas 4 meses depois está forte e saudável. É um bebé calmo e que nos dá boas noites. É muito melhor do que alguma vez desejámos ou imaginámos.


 Foi assim a minha experiência, super positiva. Posso não ter mais nenhuma igual mas por agora é o que posso partilhar com vocês. Os factores preparação para o parto, tolerância à dor e marido tranquilizante foram decisivos.




Agradecemos a toda a equipa da maternidade do Hospital do Espírito Santo de Évora pelo profissionalismo e dedicação. Pela paciência nos choros estridentes a meio da noite, pelos ensinamentos nas cólicas e na amamentação. 
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20 julho 2019

O dia em que nascemos os três!

 Começo por escrever este post sem ter um título. Penso que seja a primeira vez que isso acontece. Quando escrevo tenho já delineado o título e o conteúdo de texto e imagens. Hoje não.
 Talvez por ser o post mais importante que escrevi até hoje e aquele onde as palavras não podem falhar. Sempre fui melhor a escrever o que vai na alma do que a falar.

 Foi no passado dia 25 de Junho de 2019 que veio ao Mundo o nosso filho Pedro. Esse passou a ser o dia mais importante das nossas vidas, foi o dia em que nascemos os três! Com o Pedro nasceu também uma nova Ana e um novo André. Tal como um recém-nascido, estamos todos os dias a explorar e a conhecer este novo mundo que está diante de nós. É uma nova vida, avassaladora e onde as emoções se juntam e fazem com que os dias sejam montanhas russas de sentimentos.
 Nasceu de parto natural com 2,645kg e 46 cm pelas 18h34.

 Estava preparada para o receber. Já contava os dias para ver aquele pequeno ser que trouxe uma nova definição de felicidade à nossa vida, mesmo antes de nascer.

 A gravidez foi super tranquila e o parto um sonho. O pós-parto foi bem mais complicado.
 Falarei neles em breve, são temas delicados e que merecem ser abordados em separado.

 Mas por agora só posso dizer que o Pedro tem quase 1 mês de vida e todos os dias são uma descoberta. É um amor infinito, bem maior que aquele que lhe prometemos um dia. Estamos completamente apaixonados e agradecidos por termos sido abençoados por este presente tão bom.

 Resta-nos aproveitar cada momento, todos eles deixarão saudades. Mesmo que o pós-parto esteja a ser difícil sabemos que um dia mais tarde teremos saudades do tempo em que era um peso pluma que se aconchegava na perfeição no nosso peito. Até lá continuamos neste namoro meloso.


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08 junho 2019

O cão, o bebé e nós - Parte I

 Este foi um tema que alguns seguidores do Instagram me pediram ao longo dos últimos meses em que fui partilhando esta jornada tão bela que é a gravidez. Fui adiando porque achei que não fazia sentido escrever já sobre este tema pois o bebé ainda não chegou. Por outro lado, a ideia de o dividir em duas partes (o antes e o depois do Pedro) começou a fazer algum sentido e aqui estou eu a partilhar com vocês a nossa experiência. Os temas que dizem respeito à maternidade são sempre escritos com muita cautela, não quero passar a imagem que sei tudo, que faço tudo da forma mais correcta ou que somos os melhores pais, vamos ter o melhor bebé e temos o melhor cão do Universo.

 Mas posso relatar a experiência que temos vindo a ter e isso pode servir de motivação para algumas pessoas porque sabemos, por experiência própria, que os relatos são muitas vezes assustadores. Não vos vou dizer nunca "têm que fazer assim" ou "assim é que é a maneira correcta", vou dar dicas do que tem corrido bem connosco. Nesta primeira parte vou abordar a nossa experiência com o Eddie na fase de preparação para a chegada do bebé e como temos lidado com ele. Num futuro próximo, pretendemos escrever sobre a segunda parte, a prova dos nove por assim dizer.


 Eu entendo que muitas pessoas me pediram opinião porque, regra geral, as pessoas tendem a opinar e a assustar os futuros pais e as pessoas que pensam um dia em serem pais devido aos seus animais de estimação. Muitas dessas pessoas nem sequer têm animais para poderem perceber tudo o que envolve uma relação familiar com o animal de estimação. Sem esse conhecimento nenhuma opinião é válida.


 Vou já de seguida relatar a nossa experiência e a relação que temos com o Eddie e todas as dicas que achamos serem uma mais-valia.


 O Eddie entrou nas nossas vidas precisamente no dia em que formámos a nossa família, o nosso casamento. Para além de ser membro da família desde esse dia é também considerado por nós como um filho. Digo-o sem pudores ou com receio de retaliação. O Eddie é um filho para mim e para o meu marido e é tratado como tal. Tem mimo a mais? Tem. Estamos preocupados com o que as pessoas pensam sobre isso? Não.
 Digo muitas vezes que para Jack Russell Terrier o Eddie é bastante calmo e não podemos julgar todos os cães pela raça que apresentam ou pela falta dela. Nunca me destruiu nada em casa, só fez chichis e cocós em casa até aos 5/6 meses sensivelmente e criou os seus hábitos como qualquer animal. Fomos com ele a algumas aulas de treino mas acabámos por desistir porque percebemos que ninguém conhece melhor os seus animais como os seus donos e o Eddie reagia melhor aos nossos ensinamentos do que de qualquer treinador. Senta quando ele quer, sabe dizer quando tem fome, sabe avisar quando está aflito para ir à rua e não faz qualquer necessidade dentro de casa e a única coisa que faz no quintal é o primeiro chichi da manhã. Para nós chega, está perfeito assim.


 O Eddie sabe desde o primeiro dia que vai ter um irmãozinho, mesmo antes dos avós ou tios saberem. Quando começámos a partilhar a notícia que íamos ser pais logo surgiram os primeiros comentários por parte de algumas pessoas:

- "Ai como será que ele vai reagir?"
- "Ele vai ter ciúmes do bebé"
- "Vai estragar os brinquedos dele e os do bebé."
E a minha preferida:
-" Vai atacar o bebé quando vocês não estiverem a ver."

 Ora bem, tanto para dizer sobre estes bitaites que toda a gente dá sem ninguém pedir. Estamos, portanto, a criar uma máquina de guerra de dentes afiados e com menos de 9kg que ataca pequenos seres indefesos à primeira oportunidade. Por isto, eu deveria colocar o cão a dormir no quintal debaixo de sol de 40º ou de chuva intensa.

 O Eddie sempre viu TODAS as ecografias, TODAS as roupas e TODOS os peluches que iam compondo o enxoval do bebé. Fizemos questão de lhe mostrar e de falar com ele porque apesar de ele não ser o cão mais bem treinado à face da terra tem uma inteligência que nos deixa surpreendidos.

 Sendo amante de peluches e brinquedos, sempre dissemos que os peluches são do Pedro e ele não pode mexer. Estão ao alcance dele e ele não toca, só cheira. E é importante essa ligação com o espaço do bebé e com os seus pertences. Para mim faz todo o sentido que o animal tenha acesso ao espaço, como sempre teve, e não haja uma privação da liberdade de entrar e sair sempre que queira. Por isso o Eddie tem acesso ao quarto do Pedro, a porta está sempre entre-aberta, e pode cheirar tudo aquilo que ele queira.

 Outra coisa que considero essencial é que as rotinas do animal não sejam alteradas, nem antes nem depois do parto. Apesar de as mesmas sofrerem alterações para todos os membros da família os animais são os que menos percebem a razão. Existe a hora da refeição, a hora dos passeios, a hora da brincadeira e continuará a existir. Também o bebé tem que se habituar à presença e rotinas do cão.
 Se essas rotinas forem quebradas eles sentem que tudo mudou e podem ficar muito confusos e tristes.

 Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os animais sentem e há coisas que não precisam de ser explicadas. O Eddie há muito que sente o Pedro na barriga e simplesmente deixou de passar por cima da minha barriga sem ser necessário eu avisá-lo. Encosta o seu focinho na barriga e é uma forma de estabelecer laços com o pequeno irmãozinho que ainda está na barriga. Eles sentem a energia um do outro e por isso é bom ver este envolvimento.


 Quando estiver no hospital eu sei que ele vai sentir a minha falta e o regresso a casa será um misto de emoções para todos. À medida que o Pai for trazendo as roupinhas sujas do bebé é importante que ele cheire e aprenda para reconhecer o cheiro mal cheguemos a casa. Não vamos proibir de cheirar o bebé. Eles sentem muito a nossa energia e se demonstrarmos medo ou insegurança eles percebem que há algo de errado e também o seu comportamento não é o mais correcto.

 O amor tem a capacidade de se multiplicar e aquele que temos pelo Eddie não irá ficar afectado por nascer o nosso bebé. É e continuará a ser o nosso filho e Pedro tem a sorte de ter um irmão patudo que é a coisa mais doce do mundo!
 Quando as pessoas fazem comentários depreciativos esquecem-se que quem melhor conhece os seus animais de estimação são os donos e se algo correr menos bem somos nós que sabemos como vamos reagir e equilibrar o ambiente familiar.
 Existe um conjunto de factores que determina o sucesso da chegada do novo membro mas o mais importante é que temos que saber respeitar a individualidade e a personalidade de cada um: Pai, Mãe, bebé e patudo. Esse respeito gera equilíbrio e o equilíbrio gera felicidade e harmonia.

 Este é o meu testemunho e o maior conselho que posso dar é que façam aquilo que o vosso coração manda. Parece clichê mas é a mais pura das verdades.

 Até agora tem corrido bem e voltarei em breve para fazer novo ponto de situação já com o Pedro no seu novo ninho.



 Este registo foi tirado na sessão de gravidez pela lente do José Santos Photographer
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05 junho 2019

Vida plena e sem pessoas tóxicas

 Na continuação do tema que temos vindo a falar sobre a necessidade de organizar a nossa vida de forma a torná-la mais fácil hoje venho falar de um assunto que está intimamente ligado com o sucesso do alcance dos nossos objectivos: a toxicidade de algumas pessoas.

 Não é apenas a envolvente contextual que tem que estar organizada para que consigamos ter mais tempo, sobretudo mais tempo de qualidade. Ter tempo é completamente diferente de ter tempo de qualidade. Para que seja de qualidade, devemos estar em perfeita sintonia com o que nos rodeia (o local de trabalho, a nossa casa, a nossa cidade, os nossos espaços preferidos) e também com as pessoas! Basta uma pessoa estar fora do contexto e pode tornar a nossa vida um desastre. E infelizmente há pessoas tóxicas um pouco por toda a parte, algumas delas agem de forma consciente e com intenção de afectar e outras agem de forma involuntária, por norma são pessoas com cargas emocionais muito pesadas. Isto vale para pessoas de família, amigos e conhecidos.

 Defendo que apenas nos devemos rodear de quem nos faz bem e de quem nos acrescenta valor, nos alegra, nos dá prazer com a sua companhia e amizade, nos transmite calma e motivação. Hoje em dia as pessoas estão mais presentes nas redes sociais do que na vida real das pessoas à sua volta, o ego alimenta-se facilmente de likes e comentários e as pessoas estão tão embrenhadas no seu mundo online que se esquecem que podem fazer uma chamada, enviar um sms ou fazer uma visita.

 Com o passar dos anos vamos aprendendo que não temos que ter muitos amigos, temos que ter os amigos certos. Mesmo que se contem pelos dedos de uma mão apenas.
 Aprendemos isso quando nos rodeamos, sem querer, de pessoas tóxicas, com maldade, negativismo e sem qualquer sentimento pelo outro. Nem sempre é fácil de identificar essas pessoas e por vezes são preciso alguns meses ou até mesmo anos para ficarmos a conhecer as pessoas totalmente.


 Como identificar uma pessoa tóxica e como eliminar esse tipo de pessoas da nossa vida? É isso que vou falar já de seguida.

 A pessoa tóxica, o que a define?

 As pessoas com um alto grau de negativismo podem influenciar, e muito, a nossa vida. Podem exercer uma carga pesadíssima de más vibrações sobre nós e deixar-nos transtornados, irritados, mal dispostos, incomodados, com dúvidas sobre se o nosso comportamento é o errado.
 Essa negatividade vem, por norma, de alguma frustração passada ou da síndrome da inferioridade. A defesa dessa pessoa é o ataque, se não está bem mais ninguém pode estar. Não consegue desfrutar do momento nem da companhia das outras pessoas. E não, essa pessoa não nos quer verdadeiramente bem, finge que se preocupa.


Como pode essa toxicidade ser manifestada? Vejamos alguns exemplos.


 A pessoa tem sempre uma visão pessimista 

 Existem pessoas naturalmente optimistas ou pessimistas. O pessimista não é aquele que consegue ser realista, é aquele que vê apenas os aspectos negativos de tudo e não consegue tirar proveito de toda e qualquer situação. Basicamente vê sempre o copo meio vazio e tudo pode acabar mal. Acabam por evitar certas situações por medo que corra mal ou que não seja aquilo que esperam. E sim, esse pessimismo pode afectar a pessoa mais optimista do Universo.


O tal "amigo" que só vos procura em certas situações

 Em primeiro lugar isso não é uma pessoa amiga. Aprendam a ser exigentes com as pessoas com quem escolhem para o vosso núcleo de amigos. Se essa pessoa só vos procura quando precisa de favores, de informações ou de atenção comecem a pensar que vocês têm algo que lhes interessa mas não é uma amizade. São pessoas que estão tão ocupadas a olhar para o próprio umbigo que se esquecem de vos perguntar se estão bem, se precisam de ajuda, se querem ir jantar para aliviar o stress.
 São as amizades por interesse e manifestam-se se vocês têm algo que essa pessoa não tem mas gostaria. Ou se vocês são socialmente mais importantes, se são populares no vosso núcleo de amigos, se têm informações que podem ser úteis em prol de um projecto seu, se têm uma piscina para os dias quentes, se têm uma casa de férias, etc. Este tipo de pessoas tóxicas é facilmente identificável, só fala com vocês quando lhes podem dar algo em troca, caso contrário caem no esquecimento.


A pessoa que reclama por tudo e por nada

 Sabem aquelas pessoas que são muito difíceis de agradar? Aquela pessoa para quem nada nem ninguém é perfeito? Pois bem, estamos perante uma pessoa extremamente tóxica. O acto de reclamar só por si já consome imensa energia e acaba por criar um mau ambiente perante as outras pessoas. São pessoas com as quais não queremos conviver ou então toda a nossa energia será sugada.


A arte da maledicência

 Todos nós já tivemos pelo menos uma pessoa na nossa vida que fala mal de toda a gente. O único assunto interessante para essa pessoa é falar mal de todas as pessoas e acreditem que se o faz com vocês também fará com outras pessoas sobre vocês sem que estejam presentes. São pessoas frustradas que encontram na crítica maldosa um escudo para se defenderem das suas fraquezas. No momento que estão a falar mal estão esquecidas dos seus defeitos, desamores, frustrações, etc.


A inveja como prato principal

 Este é um dos piores problemas e que pode causar muitos dissabores. Muitas vezes olhamos para nós e para a nossa vida e achamos que não tem nem uma pontinha que possa causar inveja a alguém mas acreditem que para muitas pessoas a inveja está em todo e qualquer detalhe. A pessoa tóxica inveja tudo: um par de sapatos, saber cozinhar, a cor do cabelo, o carro, o batom, o sorriso, o sucesso, tudo! E essas pessoas nunca vão ficar felizes com as vossas conquistas e sonhos realizados porque não conseguem admirar isso nos outros, apenas neles próprios. Para elas a galinha do vizinho é sempre melhor.



 E o que podemos fazer para não nos afectarmos por este tipo de pessoas?

Se for uma pessoa que tenha este tipo de comportamento e vejam que é involuntário, existe a hipótese de falarem abertamente com ela e mostrarem que está num caminho sombrio e que existem caminhos muito mais bonitos e cheios de luz. Pode correr bem ou pode correr mal mas se não tentarem não sabem.
 É importante que se afastem de pessoas assim, pessoas que podem controlar o vosso estado de espírito com críticas arrogantes, inveja, interesse. Não podemos ficar com ressentimento, temos que tomar a atitude certa na altura certa. Ou é a sanidade mental delas ou a nossa.

 Se a pessoa não aceitar ajuda devemos seguir o nosso caminho e não permitir que nada nem ninguém interfira com a nossa paz de espírito e positivismo.

Existem pessoas que podemos eliminar da nossa vida por decisão e outras é mais complicado, familiares ou colegas de trabalho por exemplo. Neste último caso o melhor a fazer é manter uma distância emocional para não se deixarem afectar.




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02 junho 2019

Vida Organizada | #1 Como começar?

  Hoje em dia é perfeitamente normal não termos tempo para nada, e quando aparece alguém que consegue ser organizado a 100% nós olhamos para essa pessoa de lado e perguntamos onde largou a nave. Porque a vida profissional é muito exigente, porque existe um segundo trabalho quando entramos pela porta de casa e porque também queremos (e devemos!!) ter tempo de lazer para nós. Esse tempo de lazer pode ser com actividades e hobbies ou até o tempo que dedicamos a nós mesmos para equilíbrio de corpo e mente, nem que seja uma maratona de séries com um balde de pipocas na mão.

 Com o crescimento exponencial das redes sociais e do aparecimento de influencers que nos fazem acreditar que há vidas perfeitas (não há, ok?) perguntamos como é possível sermos bons, ter uma casa sempre imaculada, ter tempo para levar os miúdos ao parque, ir dar uma corrida ao final do dia e ainda poder deliciarmo-nos de uma refeição altamente instagramável. Esse é o trabalho deles, dos influencers, e também têm que o fazer bem feito. Não podem mostrar os miúdos com ranhoca no nariz e o babygrow medalhado de nódoas de sopa ou então um prato fancy numa toalha russa de tanta lavagem ou o WC com o cesto da roupa a 1 cm de chegar ao tecto.

 Não faço coaching de gestão de tempo e organização pessoal mas sempre tive muitas actividades com as quais me entreter e fui tirando importantes lições ao longo do tempo. Errei e aprendi, vi o que dava certo e o que me facilitava a vida. No entanto, cada pessoa tem estilos de vida diferentes e ritmos diferentes, por isso devem adaptar a vocês. São apenas umas luzes para vos motivar a organizarem melhor a vossa vida.

 Não tem mal admitirmos que somos desorganizados, que podíamos ser mais metódicos e que temos uma casa que um dia parece saída da revista Casa Cláudia (ainda existe?) e outros dias está tudo de pernas para o ar e temos vontade de fugir. Existem dias em que conseguimos ser craques no trabalho e cumprir todas as metas e outros dias chegamos ao final do dia e sentimos que fomos altamente improdutivos e até ficamos com pena do patrão.

 O que queremos? Uma vida mais organizada!
 Quando queremos? Já era para ontem!
 Como o fazemos? É isso que vamos ver.





Assumir fraquezas e estabelecer metas

 Se assumirmos que temos determinada falha em certo aspecto já estamos a fazer progressos, é a partir daí que vamos traçar o nosso plano para mudar! Outro aspecto importante é que temos que estar nisto a valer, com convicção, com determinação e, sobretudo, motivação. Vai haver alguém que nos diz "isso não dura nem uma semana!" mas tomem isso como um desafio e não se deixem convencer disso.
 A melhor forma de atingir objectivos é definir metas. Definam essas metas diariamente, semanalmente ou mensalmente. Eu funciono melhor com metas diárias e tento cumpri-las ao máximo.

Planear, planear, planear

 A chave para uma vida organizada é planear! Escolham se querem um planner digital ou em papel, depende do vosso gosto. Eu prefiro a agenda tradicional e planear os meus dias, o meu marido dá-me cabo do juízo porque ainda prefiro o papel. Sorry not sorry.
 No trabalho tenho uma agenda para o trabalho e depois tenho uma agenda pessoal onde anoto todos os compromissos e ainda as marcações de maquilhagem (o meu segundo trabalho). Porque tenho as duas coisas juntas? É complicado andar com duas agendas atrás e assim evito marcar coisas sobrepostas. Se não quiserem ter uma agenda utilizem um planner semanal, digital ou em papel, para organizarem a vossa semana e coloquem os acontecimentos mais importantes.


Como conseguir conciliar tudo?

 Temos que estabelecer prioridades e consoante essas prioridades saber a percentagem de tempo que podemos dedicar a cada parte da nossa vida. O blog é um hobbie para mim e por vezes estou mais desaparecida porque estabeleci que o tempo que tinha destinado ao blog era imprescindível para organizar outras partes da minha vida. Outro aspecto importante: o trabalho em equipa. Tanto no trabalho como em casa, pedir ajuda de forma a facilitar a vida de todos não tem mal. O apoio familiar é a pedra basilar para conseguirmos equilibrar a vida profissional com a vida familiar e se tivermos ajuda e ajudarmos tudo é possível.


Acrescentar valor ao tempo 

 Tempo é tempo, tempo é dinheiro. Isto quer dizer que o tempo vale muito e que somos nós que lhe acrescentamos valor e o fazemos render. Neste ponto posso dar-vos uma dica espetacular: as manhãs valem ouro. Por norma, se não acordarmos em modo besta todo o santo dia, as manhãs rendem mais porque é quando temos mais energia e estamos mais dispostos a concentrarmo-nos nas tarefas.
 Esta dica vale na vida profissional e na vida pessoal e doméstica. "Ah então trabalho de manhã e olho para o relógio à tarde?". Não! Simplesmente agendo as tarefas mais chatas para a parte da manhã porque é quando estou mais motivada.


Ter um fio condutor

 Se estou no trabalho e começo a fazer a tarefa A e depois fico aborrecida e completo primeiro a B e depois volto à A estou a cometer um erro. Estou a arrumar a sala e vou à cozinha buscar um pano mas vi que a cozinha está pior que a sala e começo a limpar o fogão. Nem a sala nem a cozinha ficam prontas e demoro o dobro do tempo a ficar com a casa arrumada. É importante ter um fio condutor na realização das nossas tarefas, passar para a segunda tarefa apenas quando a primeira está concluída.


Como manter a energia necessária

 Por vezes precisamos de muito jogo de cintura para sermos profissionais, esposas, mães, donas de casa, filhas, tias, etc. É sempre fácil? Não, vai ter dias em que nada parece fazer sentido. Então existem algumas práticas que nos ajudam a ter uma vida organizada e a energia necessária para a conseguir: não reclamar por tudo e por nada (enquanto reclamamos estamos a perder tempo e energia), pensar que o retorno é positivo, esperar pelos resultados na altura certa e contemplar os objectivos alcançados como fonte de motivação!

 Parece difícil? Não é. Quando virem a primeira mudança na vossa organização e na vossa vida tudo o resto será tão mais fácil!
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31 maio 2019

Nova perspectiva de vida com a chegada de um bebé

 Há quanto tempo não nos víamos por aqui! Um dos motivos de peso para esse afastamento prende-se, também, com o título deste post.

 Nos últimos tempos tenho tido muito tempo para reflectir no que era a Ana antes do bebé e a Ana após o bebé. Ou pelo menos a Ana após o teste de gravidez positivo e 35 semanas de gestação.
 A maternidade é feita de fases, ou estágios se assim lhe preferirem chamar. Existe um processo evolutivo durante as 40 semanas de gestação durante as quais os futuros pais se preparam emocionalmente para o embate que é a chegada de um filho. Primeiro ponto importante: falar nos pais, é um trabalho a dois e uma caminhada que quando feita em conjunto torna tudo mais fácil. Muitas vezes as grávidas olham muito para o seu umbigo e esquecem-se da figura paternal que é igualmente importante e que também merece a nossa atenção. Segundo ponto importante: o embate emocional é sempre muito forte, seja um primeiro filho, um segundo filho ou até mesmo um quinto filho! Cada filho é um filho, cada gravidez uma gravidez.


 A partir do momento em que o teste de gravidez anuncia a chegada de um bebé o nosso chip muda. No meu caso mudou antes porque este filho foi planeado e havia algumas coisas a nível de saúde que precisavam ser medicadas e que essa toma fosse inofensiva para o bebé. Mas quando o teste dá positivo é uma alegria imensa que nos invade e queremos gritar aos sete ventos a boa nova. Queremos que toda a gente partilhe da nossa felicidade. Única coisa que me arrependo e que hoje faria diferente: esconder a notícia de família e amigos entre as 5 semanas, altura em que descobrimos que seríamos pais, e as 12 semanas, altura em que termina a fase mais crítica para o embrião. Se fosse hoje contava logo após a primeira consulta porque caso acontecesse algo sei que a família teria um papel fundamental a nível de apoio e motivação.


 O chip vai ficando enriquecido à medida que as semanas passam, que as ecografias mostram o bebé cada vez mais desenvolvido, que ouvimos um coração bater, que sabemos o seu peso e tamanho, que a barriga cresce. Sabemos que na nossa barriga existe um inquilino no seu majestoso T0 e que depende totalmente de nós. Essa é a maior mudança de todas, haver alguém que depende totalmente de nós. Sempre dependerá, mais ou menos. As escolhas do que comemos, o repouso, os hábitos saudáveis, tudo em prol do bebé. Ele é a personagem principal e a vida é ele que a comanda. A dele e a nossa.

 Quando damos a notícia sentimo-nos super importantes porque carregamos uma vida, porque temos dois corações dentro de nós. O facto de toda a gente se preocupar connosco é algo que nos reconforta, sentimo-nos as rainhas do pedaço. Até os olhares desconhecidos em direcção à barriga nos fazem sentir mesmo especiais.

 O nosso chip tem ainda uma função extra que se chama "relativizar" com uma sub-função que apelido de "filtro apurado". Tudo o que achávamos que tinha importância afinal não é assim tão importante quando comparado com o nosso filho. Tudo é relativo, tudo tem solução, tudo é menos importante que ele. Depois temos que ter um filtro muito apurado para aguentar tantas opiniões e tantos bitaites gratuitos que qualquer pessoa dá sem que sejam solicitados. Toda e qualquer mulher dá à luz e acha que é detentora dos melhores conselhos do universo. Calma mulherio, não há mães perfeitas nem filhos perfeitos. Se não vos pedirem a opinião simplesmente calem-se.
 Repararam na última frase? É a arte de dizer TUDO o que se pensa, consequência das hormonas da maternidade que são milhões de vezes piores que as hormonas femininas normais.

 Depois aprendemos a ver uma nova figura ao espelho, no meu caso nunca antes vista. E aqui o papel do Pai é fundamental para que a mulher se continue a sentir especial e atraente. Lembrar sempre que a questão física é uma questão temporária e mesmo que não seja isso significa que foram à guerra, ficaram com algumas marcas mas sobreviveram e são mães guerreiras, caramba!

 Nunca mais seremos dois apenas, seremos sempre nós três. E ele é o início de uma família, uma nova família. Quando nos casámos iniciámos o projecto de uma nova família mas esse projecto só ficará concluído no dia em que ele nascer. É a concretização de todos os planos de vida a dois.
 Até viajar será diferente. Não podemos ir onde queremos, vamos onde ele pode ir. Por isso os planos para voltar ao resort só para adultos da nossa lua-de-mel fica adiado até termos 55 anos e o puto já não queira viajar com os pais.

 Se muda alguma coisa com a chegada de um bebé? Muda tudo.
 Por isso digo, ainda antes dele nascer, que estou preparada para essa mudança radical. O tempo de gestação prepara-nos para a mudança mas só temos total conhecimento a partir do momento em que nos é colocado um ser no peito e quando o trazemos para casa. O processo de descoberta começa aí. E a felicidade absoluta também.


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25 março 2019

A rival da famosa Foreo: NEXA 3!

  Bem sabemos que estamos na era da influência digital e cada vez mais as pessoas têm dificuldade em perceber se determinado produto é realmente bom ou, se por outro lado, é alvo de um marketing massivo por parte das marcas que apostam em influencers digitais para promover determinado produto. E fica sempre a dúvida: a opinião é real? Não há uma pontinha de graxa por terem recebido os produtos? Falam sempre bem de tudo para continuarem a receber produtos de borla? Se para mim, que percebo um pouco deste meio, é confuso algumas vezes, imagino quem segue imensas bloggers e vê sempre a mesma opinião. A verdade é esta: nem todas conseguem ser imparciais.

 E hoje venho falar de um produto que substitui um desses produtos mega falados no momento: a Foreo Luna. Foreo para aqui, Foreo para ali, Foreo isto, Foreo aquilo. Eu uso Foreo há 4 anos e comprei quando ainda pouco ou nada se falava neste aparelho e quando a sua venda era exclusiva das lojas Douglas em Portugal. Inclusive recebi uma Foreo pequena para viagem que a marca (não o representante da marca em Portugal) me enviou há precisamente 4 anos após ter lido o meu post no blog (aqui, aqui e também aqui).
 No entanto a marca deixou de ser exclusiva da Douglas e passou também a ser comercializada na Sephora. E foi aqui que começou toda esta loucura em torno da Foreo. Houve uma invasão de Foreos pelo feed do nosso Instagram e, para ser brutalmente sincera, chegou a enjoar.


 Já perceberam então pelo título que eu descobri um aparelho que faz o mesmo trabalho mas que custa menos. Muito menos. Não é qualquer pessoa que pode largar 100€ num aparelho de beleza, categoria esta considerada pelo comum dos mortais como fútil. Verdade?

 E quero deixar bem clara uma coisa: eu faço este post porque tenho as duas máquinas e posso comparar. Não venho dizer que é a mesma coisa sem ter experimentado a Foreo. Falo com conhecimento de causa e não quero um post para derrotar um produto em voga, quero sim um post informativo para que mais pessoas possam ter uma experiência semelhante sem abrir os cordões à bolsa.

 Em primeiro lugar, apesar de todo o enjoo sofrido nas últimas semanas devido às milhares fotos de Lunas que vi nas redes sociais, quero frisar que a Foreo é uma excelente marca e faz realmente a diferença na nossa pele. Isso é um ponto assente que quero deixar claro antes de começar a falar na sua rival. No entanto, sinto que a Clarisonic limpa melhor a minha pele. Como tenho pele sensível não posso usar Clarisonic todos os dias pois é demasiado agressivo para mim. A Foreo Luna pode ser usada todos os dias mas na minha opinião funciona melhor a nível de textura da pele e firmeza e não tanto na limpeza. Enquanto que na Clarisonic a limpeza é feita com as cabeças rotativas para os diferentes tipos de pele, a Foreo LUNA limpa através das pulsações, a chamada tecnologia T-Sonic.

 Andava eu à procura de uma máquina mais em conta para o meu workshop de cuidados de rosto do estilo Clarisonic no site da Maquibeauty quando dei de caras com uma possível rival da Foreo Luna, a NEXA 3. Quandi vi o preço, 15,95€, nem pensei duas vezes. Mesmo que não fizesse o mesmo efeito e o investimento fosse perdido estávamos a falar de um investimento baixo.



Encomendei num dia e recebi no outro. Acho que há muito tempo que não desejava tanto que a transportadora me tocasse à campainha. Assim que abri a caixa da Maquibeauty experimentei logo este aparelho promissor.







 Tal como a Luna, a NEXA é feita de silicone e tem pequenos filamentos que quando em contacto com a pele e com as vibrações da máquina acabam por limpar a pele, tonificar e deixar o rosto com um aspecto mais firme e suave. A sua intensidade pode ser ajustada e tem ainda uma parte traseira que possibilita uma relaxante massagem no rosto. Pode  ser usada no duche e traz um cabo USB para
carregar.




Logo após a primeira utilização notei a minha pele super macia e mais firme. No entanto, para despistar qualquer influência na espuma de limpeza utilizada, a que uso habitualmente da Guerlain, utilizei uma espuma que também tinha encomendado na Maquibeauty à base de camomila. O efeito foi o mesmo.



 Uso a NEXA há 3 semanas e posso dizer que o efeito que deixa na pele não fica atrás da Foreo. Tenho tido menos borbulhas, a pele mais lisa e sempre suave. Essa suavidade é bem perceptível para quem nos toca no rosto. O meu medo de a minha pele sensível e reactiva não gostar deste aparelho low-cost dissipou-se por completo.

 Desvantagem em relação à Luna? Existe apenas um modelo para todos os tipos de pele. Enquanto que encontramos uma Luna adequada a cada tipo de pele, incluindo a masculina, a NEXA possui apenas este modelo. Para além disso acho os filamento ligeiramente mais duros que da Luna. De resto? Sou sincera, é muito muito boa para o seu preço!

 Achei importante divulgar este produto para que mais pessoas possam ter uma experiência parecida à Foreo Luna mas que não têm possibilidade de pagar o seu preço elevado.


 Espero que tenham gostado desta informação, é a minha opinião depois de experimentar os dois aparelhos e quero saber se ficaram com curiosidade de experimentar!!!







Este post está isento de publicidade paga ou qualquer parceria com a plataforma Maquibeauty. 


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