26 dezembro 2016

Have a wonderful week #39

 A imagem do post de hoje tem uma razão de ser. Hoje de manhã custou-me horrores a levantar da cama. A juntar aos 2kg (no mínimo!) ganhos nos últimos dias, juntou-se a preguiça e a vontade louca de férias até ao próximo ano. Dito assim parecem umas valentes férias mas eram apenas cinco dias.
Não deu, fica para a próxima!

 O enfardanço de Natal deu frutos e os frutos (leia-se rabanadas, leitão, bolo de bolacha, patê de linguiça, enchidos em geral) alojaram-se na zona abdominal. Calma que até dia 02 de Janeiro não se fala em dietas. Depois logo se vê!

 Muitas pessoas aproveitam esta semana para fazer um balanço entre o ano que agora termina e o seguinte. Eu acho que estou em balanço desde 2008. Já percebi que não resulta. Deixemos as hipocrisias de lado.
 Quando estou a pedir os 12 desejos enquanto mordisco as passas de uva tenho uma forte tendência para me esquecer do que pedi em primeiro, segundo e terceiro lugares. A pressão de acompanhar as 12 badaladas é muita e para o fim tenho que atirar as cinco passas que restam para as goelas e deixar que o champanhe as ajude a escorregar. Dos 12 desejos recordo-me apenas de 4. E já é uma sorte.

 Elaborar listas de resoluções é bonito e fica bem. Quantos de nós não elaborou uma lista de promessas e em meados de Janeiro já não lembramos o que a dita lista tinha? Acontece a muito boa gente.

Organizar um mês é tramado, quanto mais um ano inteiro! Por mais organizada que a pessoa seja eu acho que nunca conheci ninguém capaz de cumprir as resoluções de ano novo.

Há 4 meses atrás recebi um e-mail meu (sim, eu enviei um e-mail para mim) de há 4 anos atrás. Com aquilo que eu esperava, os meus desejos. E não bate a bota com a perdigota! Já era suposto estar casada, ter um casal de filhos, ter ganho um bom prémio de raspadinha e ter ido a Nova Iorque. Os tiros saíram muito ao lado, devo confessar. Bem, ao menos a parte do casamento está quase. Foi engraçado ler-me, literalmente. Saber, quatro anos depois, o que me ia na alma, os desejos mais profundos. (Deitei uma lágrima. Ou duas, vá.).

 Por isso, o conselho que esta amiga vos poder dar é que não façam muitos planos. A vida é o que tem de ser. Acontece quando tem que acontecer. Aparece quem tem de aparecer. Nada é por acaso, tudo tem um sentido. E somos nós que trilhamos esse caminho todos os dias, com a escolha mais simples, o pormenor mais absurdo. Cada vez mais me deixo ir ao sabor da vida. Entro no novo ano de cabeça levantada e braços abertos para receber o que a vida tem para me dar.

Aconteça o que acontecer lembro-me todos os dias que na vida eu nunca perco, ou ganho ou aprendo. Não desisto, deixo de insistir. Não me limito a existir, eu vivo cada segundo.






Imagem via Norsis


SHARE:

2 comentários

  1. Ana concordo plenamente. Fiz uma lista para um ano novo, uma única vez, com objectivos para alcançar. Nunca mais fiz porque nao me trazia a 'força' que era suposta. Em vez de olhar para a lista e tentar fazer com que as coisas acontecessem, o que despoltava era o sentimento de obrigação, ficava com as ideias mais desorganizadas e desorientadas que outra coisa.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora nem mais Ritinha. E esse sentimento de obrigação é terrível, bem sei do que falas.

      Que o teu ano de 2017 seja super mágico!

      Grande Beijinho

      Eliminar

Blogger templates by pipdig