03 abril 2016

Viagem a Amesterdão - Parte II

 (Podem bater-me, esganar-me e têm todo o meu apoio. Este post está mais do que atrasado.)

Continuemos a falar da última viagem que fiz: a Amesterdão. Ainda não leram a Parte I? Então toca a voltar atrás nos posts e cumprir a vossa "obrigação" de seguidores assíduos. Se já tinham lido a primeira parte mando daqui um beijinho e um abracinho (tudo quanto é acabado em "-inho" dá um ar fofo), são seguidores exemplares.

 Vamos então falar do primeiro impacto da cidade com a luz do dia, visto que aterrámos de noite e o primeiro passeio nocturno não fez com que tivéssemos a verdadeira percepção da beleza da cidade. Existe algo em comum com Amesterdão diurna e Amesterdão noctura: há bicicletas por todo o lado! Só ouvimos "plim plim" e quando olhamos temos três bicicletas em cima de nós. Eu diria até que as bicicletas dominam o trânsito da cidade e há quase uma adoração como com as vacas na Índia. Ok, estou a exagerar mas era só para dar a ideia que as bicicletas têm prioridade sobre tudo ou quase tudo.
 É uma cultura diferente da nossa e dão preferência à bicicleta como meio de transporte. A maior parte das pessoas deixa a sua bicicleta junto à Estação Central (nunca vi tantas bicicletas juntas!) e quando chega de manhã de comboio dirige-se à sua bike e lá vão elas felizes da vida para o trabalho. De sorriso no rosto, a fingir que o frio é psicológico e não custa levar com vento frio na cara. Se fosse eu dava uma volta à estação central e voltava a estacionar a bicicleta. De facto somos muito preguiçosos aqui para estas bandas! Pronto, não vou generalizar. EU sou muito preguiçosa, admito.

 Por isso, uma das coisas que devem fazer nesta cidade é alugar uma bicicleta e explorar a cidade em duas rodas. Podem usar esse meio de transporte durante a vossa estadia e chegam a qualquer ponto de interesse. Ou então fazem como a Ana e alugam no último dia, quando as pernas já estão massacradas de palmilhar tantos kms.
 Agora vamos à parte engraçada, tenho todo o gosto em arrancar umas gargalhadas desse lado. Alugámos as bicicletas por três horas, era o tempo minímo e não havia a hipótese de alugar por uma hora (isso é que me tinha dado um jeitaço!)

 Senhor do Hotel - Sabem como funciona?
 Nós - O quê? Alugar as bicicletas?
 Senhor do Hotel - Não, andar de bicicleta.
 (André responde que sim, calmamente. A Ana pensa para dentro: "Não Senhor, não sabemos. Achamos que é boa ideia ficar todos escalavrados em Amesterdão e ver como é que os hospitais tratam os estrangeiros. Mas o quê, era preciso saber andar de bicicleta para alugar uma? Não fazíamos ideia!).
 Senhor do Hotel - É que estas bicicletas não têm travões. Deviam treinar aqui na rua do hotel antes de ir para a confusão.

 PAROU TUDO! Como assim não têm travões? Vou ter que gastar a sola dos Superstar?
 Ter travões até tinha. Ou melhor, tinha um travão que funcionava muito mal. Sim, tinha que usar os Superstar. O banco estava no mínimo e ainda assim não conseguia chegar com os pés ao chão. Bolas, aquelas bicicletas são feitas para gente grande!

 Não tinha o speed do André (que faz BTT) e acabava por ficar para trás. Quando cheguei ao primeiro cruzamento a sério não sabia para onde me virar: atropelava alguém, era passada a ferro por um eléctrico ou riscava a pintura de um carro. Bem, estou a exagerar. No final o saldo foi positivo e só bati contra a montra de um café para me desviar de uma scooter. Desde já deixo aqui o meu pedido de desculpas ao Senhor que estava na mesa encostada ao vidro e temeu, por breves segundos, pela sua segurança.
 Tirando este "pequeno" incidente do qual não resultaram mortos ou feridos, o resto da viagem de bicicleta até correu bem. Mais uma ou duas horas de treino e estava capaz de enfrentar o cruzamento junto à estação central em hora de ponta.



 Outro passeio que sugiro que façam é o passeio de barco. Afinal Amesterdão é conhecida pelos seus canais e devemos ver a cidade de uma outra perspectiva. Para além disso, o barco tem paragens em sítios estratégicos que se encontram muito perto de locais com elevado interesse turístico e que devemos mesmo visitar (vou falar deles na terceira parte).
 À medida que vamos avançando nos canais podemos ouvir as explicações sobre cada sítio, cada monumento e muitas delas não vêm explícitas nos livros-guia de viagem. Antes de andar de barco nunca tinha reparado que todos os edifícios mais antigos na zona central da cidade tinham um suporte com um gancho para colocar uma roldana. Sabem para quê? Os móveis não podem ser transportados pelas escadas íngremes e por isso são puxados pelo exterior do prédio através da roldana e entram pelas janelas. Achei super engraçado e já me estou a imaginar a estar sossegadita na sala a tomar um chá e ver subir um sofá através da janela.
 Existem diversas opções de barcos e diferentes roteiros. Nós escolhemos o Amsterdam Sightseeing, igual aos autocarros vermelhos que vemos por todas as grandes cidades europeias. Existem opções de bilhete de barco simples e bilhete de barco + autocarro.
 Tanto o barco como o autocarro são "hop on hop off" que nos permite entrar e sair quando quisermos. Pára junto aos principais museus, casa de Anne Frank, Estação Central.

 Por isso, em Amesterdão devem mesmo experimentar a bicicleta e o barco. Antes de alugarem a bicicleta certifiquem-se que tem travões e que vos facultam um cadeado para prender a bicicleta se tiverem que a estacionar.

 Na próxima parte, que será também a última, vou falar das experiências que mais gostei e falar um pouco de todas elas.










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5 comentários

  1. Eu aluguei a bicicleta por dois dias e foi a melhor coisa que fizemos... Percorremos tudo com muita facilidade mas é mais difícil de estacionar que um carro...encontrar um buraquinho para a nossa nem sempre foi fácil, mas adorei a experiência. Também falei sobre a minha viagem no blog passa por lá. Bj

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    1. Sim, estacionar bicicletas não é tarefa fácil. ehehe
      Eu não estacionei a minha mas percebi que era um filme...

      Beijinho

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  2. Ahhh que vontade de irmos para lá viajar tambéém...

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    1. Aconselho vivamente! No entanto, se fores apenas a Amesterdão 3 dias, 4 no máximo, é mais do que suficiente. :)

      Beijinho

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    2. Aconselho vivamente! No entanto, se fores apenas a Amesterdão 3 dias, 4 no máximo, é mais do que suficiente. :)

      Beijinho

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