29 janeiro 2015

O que custa é sair da zona de conforto!

 Lancei aqui o desafio da missão *bikini 2015* para que ao longo dos próximos meses nos incentivemos a conseguir o tão desejado corpo de Verão. Não sou apologista de dietas loucas, dietas de privação. Nunca fiz dieta para perder peso porque sempre fui magra, fiz sim uma dieta para conseguir ganhar alguma massa gorda e muscular. Fiz durante pouco tempo porque achei que estava a ir contra o meu metabolismo e anos mais tarde isso poderia trazer consequências graves. Tal como as dietas de privação de inúmeros alimentos que só levam as pessoas a ter vontades incontroláveis e acabam por desregular o organismo e muitas vezes acabam em crises de ansiedade prejudiciais para o nosso bem-estar.
 Eu defendo, acima de tudo, que façamos uma alimentação o mais saudável possível e que se pratique exercício regularmente. Sempre fiz muito exercício e por isso noto progressos mais rapidamente do que outras pessoas. Ao longo de 10 anos pratiquei equitação, desporto excelente para a postura e as aulas de volteio são fantásticas para a concentração, postura, agilidade e força de pernas e braços. Consegui em tempos estar em pé em cima de um cavalo a passo lento. Mais uns anos de treino e teria lugar garantido no circo. Para complementar pratiquei ainda natação que me ajudou a ganhar mais resistência e a tonificar os braços e pernas. Mais recentemente descobri a paixão pelo Surf que para além dos benefícios físicos nos ajuda a relaxar do stress do dia-a-dia.
 No entanto, há algum tempo que não pratico exercício físico regular e os músculos já não estavam habituados. Na terça-feira iniciei os meus treinos diários com exercícios de pernas, glúteos e abdominais. Cumpri o plano que estipulei para mim e como me sentia bem e sem dores fiz mais uma série de cada para começar em grande. O pior foi o dia seguinte. Mais precisamente ontem.
 Coloquei os pés no chão e os músculos latejaram. Já sabia que ia ter sérias dificuldades em calçar saltos altos e por isso fiquei-me pelos rasos. O meu maior obstáculo durante o dia de ontem foram os degraus (oh e eu tenho que subir tantos diariamente). O passo tem que ser mais lento que o normal para conseguir suportar as dores musculares. Mas sabem o que me deixava realmente lixada com F grande? Saber que ao final do dia me esperavam mais exercícios iguais. Tinha tudo para desistir: dores musculares fortes, desconforto geral ao ponto de parecer ter febre e uma fome dos diabos. Queria chegar a casa, esticar-me no sofá e despachar o pacote de Lays camponesas que restava ou uma tosta mista com um batido de morango e banana. Não o fiz graças aos meus sobrinhos que tinham acabado com o pacote de batatas fritas no dia anterior e à minha preguiça para fazer uma tosta e um batido. Repeti os exercícios e confesso que os fiz com muito custo. Tanto custo ao ponto de me apetecer chorar com dores. Mas cumpri e fiz tudo até ao fim.
 O início é sempre mais atribulado e o embate inicial é o que mais custa. Costumo dizer que todas as coisas boas estão fora da nossa zona de conforto e que todas as conquistas estão do outro lado do medo. É essa a barreira que temos que pular para conquistarmos o que quer que seja. Este relato dos meus primeiros dois dias de exercício não é para vos assustar, é precisamente o contrário. Quero que percebam que é a partir do primeiro dia que o vosso corpo começa a trabalhar e a adaptar-se à nova realidade: alimentação cuidada e exercício regular.  Vão querer desistir porque não suportam dores musculares, vão querer devorar a montra da pastelaria, vão querer passar a vossa manhã de Sábado na ronha ao invés de fazer uma corrida matinal. Eu sei que sim e o vosso Eu vai sempre ganhar, escolham bem qual deles será.


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2 comentários

  1. Haha, isto lembra-me uma frase mítica da grande sitcom Scrubs: "nothing in this world that's worth having comes easy":

    https://www.youtube.com/watch?v=KOBIq0R4iQY

    Aplica-se a quase tudo na vida.

    Ana

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    Respostas
    1. É a pura das verdades! Uso muitas vezes essa frase e com o passar dos anos isso vai ficando cada vez mais nítido nas nossas cabeças.

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