19 outubro 2014

O meu pequeno grande fotógrafo

  O orgulho que sentimos nas nossas crianças é das melhores coisas do Mundo. Tenho três sobrinhos espectaculares e o que mais me fascina são as diferenças bastante notórias entre eles. O Francisco tem 10 anos, é o mais velho e é um doce de miúdo, derrete qualquer coração. Tem uma personalidade mais introvertida e revejo-me muito nele quando era mais pequena. Os seus olhos sorriem e deixam adivinhar um coração muito meigo. O Guilherme, de quem vou falar hoje, é o "meínho" como eu lhe costumo chamar. Tem 8 anos e é meio alucinado, quando está nos seus dias é capaz de meter uma sala cheia a rir. Tem um lado dramático capaz de fazer tempestades em copos de bagaço e é extremamente exagerado. Talvez seja o seu lado mais louco que faz com que deposite muito empenho em tudo o que faz. É o meu Mogli, com o seu ar selvagem e os seus olhos absolutamente arrebatadores. Talvez sejam estes olhos especiais o motivo por captar fotografias tão bonitas. Por último, e não menos importante, vem o Manel (Manuel soa-me mal, peço desculpa) que é o furacão mais pequeno, com 3 anos e meio. De todos é o mais parecido comigo e é aquele que tem a personalidade mais vincada e que consegue pôr toda a gente sob o comando dele. Acredito que está ali um verdadeiro líder. É muito crítico e tem conversas muito à frente da idade dele. Não pensem que aquele lado autoritário impede que de quando em vez se escape por entre aqueles pequenos lábios "Tia, és uma fofinha".
 Hoje falamos do crazy boy Guilherme. Acredito que aquele seu ar tresloucado se encaixe perfeitamente numa carreira ligada com artes e posso garantir que na fotografia tem um futuro bastante promissor. Sempre gostou de captar momentos e tenho a certeza que eu tenho culpas no cartório. Ainda pequeno pedia que lhe emprestasse a máquina fotográfica e jurava ter todo o cuidado do Mundo. Ele sabia o significado que a máquina fotográfica tem para mim e por isso achei que lhe faria bem colocar-lhe nas suas pequenas mãos essa responsabilidade. Quando passava as fotografias para o computador era inevitável soltar uma gargalhada ou duas. Cerca de 80% eram lixo porque não tinha a noção de focar e ajustar a máquina às condições de luz mas os restantes 20% eram de uma qualidade impressionante. Acho que os olhos das crianças tornam tudo melhor e mais positivo, até uma simples fotografia. Carregar no botão de disparo todos conseguem e o que o difere prende-se no facto de carregar no momento certo, no ângulo certo. A sua primeira grande sessão de responsabilidade foi para este blog, no Verão. Ele adorou a experiência e eu também gostei de lhe ensinar alguns truques que vi que foram devidamente assimilados e adaptados à sessão de hoje.

 O sitio para as fotografias de hoje é conhecido, e bem. Passo-lhe a máquina fotográfica para as mãos, não preciso de dizer para ele ter cuidado. Pergunto:

 - Por onde queres começar Gui?
 - Por onde quiseres Tia, temos muito espaço para explorar.
 - Tu és o fotografo, tu mandas!
 - Age naturalmente Tia, faz a tua vida normal e quando eu achar que vais ficar gira eu foco e carrego no botão. (Herdou isto do Avô que detesta fotografias forçadas).

 Eu obedeço ao pequeno artista. O seu palmo e meio carrega tanto talento, eu sei que sim. Sei que só fica satisfeito com uma fotografia quando no final diz "Belíssima" com a sua tentativa de sotaque italiano.

 - Posso ver como estão a ficar as fotografias?
 - Não Tia, não me desconcentres e deixa-me trabalhar. No final vês todas, pode ser?
 - Pode, tenho outro remédio?
 - Não fiques triste, sabes que sou bom nisto. Só não sou bom em "selfies".


Túnica em seda, Massimo Dutti (antiga) | Calças brancas, Mango | Botins Castanhos, Massimo Dutti FW14/15





My big boys.






Meet the artist! 

















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